Curso Técnico de Apoio à Infância comemora os 45 anos do 25 de abril de 1974 com espetáculo intitulado “O Triunfo dos Porcos ou o Cantar dos Oprimidos”

25 de abril de 1974. O dia da revolução. O dia da liberdade. O dia em que se pôs fim a um regime político autoritário, autocrata e corporativista que vigorou em Portugal durante 41 anos. O dia em que os portugueses, após muito sofrimento e muita luta, alcançaram a liberdade de que podemos desfrutar hoje. Uma das datas mais importantes da história do nosso país.

Procurou-se assim, com o espetáculo “O Triunfo dos Porcos ou o Cantar dos Oprimidos” apresentado pelas turmas TAI4& TAI5 com encenação do Prof. Hugo Moura Vieira no dia 2 de maio pelas 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, corrigir a ausência de uma ponte de ligação à geração que se seguiu ao 25 de abril e perpetuar testemunhos cantados para todos aqueles que dão (e se esquecem) dos passos nesta sua vida de liberdade. O espetáculo estava assente na obra “O Triunfo dos Porcos”, de George Orwell, onde estas turmas transpuseram para a sua realidade nacional um conjunto de textos, poemas e canções numa tentativa de problematizar o presente lembrando o passado do seu próprio país.

Com esta apresentação aos encarregados de educação e comunidade em geral, pretendeu-se igualmente proporcionar um contacto direto com a História do país através da música, dança, declamação de poemas e interpretação de várias canções de intervenção dos mais diversos cantores (Zeca Afonso, António Macedo, Simone de Oliveira, Adriano Correia de Oliveira, Ermelinda Duarte, Luís Cília e muitos outros) assim como a respetiva associação à dimensão político-social portuguesa.

Entre muitas outras canções, o espetáculo contou com interpretações a solo das alunas do 1º ano Luana Pontes (interpretando “Desfolhada” [Simone de Oliveira]), Bruna Rodrigues (“Silêncio e Tanta Gente” [Maria Guinot]), Catarina Lopes (“Canta, amigo” [António Macedo]) e, do 3º ano, interpretações de Liliana Silva (“Vejam bem” [Zeca Afonso]), Joana Costa (“Canto do Desertor” [Luís Cília], Liliana Silva (“Vejam bem” [Zeca Afonso]), José Marques e Joana Costa com dança ao som de “Cantar de Emigração” [Adriano Correia de Oliveira]” e declamação de poemas por João Dias, Filipa Ribeiro, Filipa Afonso, Rita Barbosa, Mariana Silva e Patrícia Moreira.

As canções de intervenção não só foram a voz de uma geração como também o retrato do que se viveu e do que se passou em Portugal. Mas, no fundo, há que pensar a música de intervenção como algo intemporal, que não deve ser posto de lado até porque, afinal, a música é um dos métodos mais eficazes de passar uma mensagem, seja ela boa ou má.

Um especial agradecimento a Adão Mendes, encarregado de educação da aluna Daniela Mendes pelo registo fotográfico do evento, a Idalina Castro e Maria João pela conceção de figurinos e adereços que integraram a totalidade do espetáculo.

Texto: Prof. Hugo Moura Vieira | docente