Alunos de Restauração debruçam-se sobre obras literárias

Procurando estimular os alunos para a leitura das obras que fazem parte do programa de Português, foi lançado o desafio de refletir sobre as temáticas subjacentes aos textos à turma de Restauração, do 2º ano, TR13, cujo mote era  “Amor de Perdição: amou, perdeu-se e morreu amando”, de Camilo Castelo Branco. Deste repto, surgiram alguns trabalhos que deixamos aqui registados.

Amor de Perdição: “amou, perdeu-se e morreu amando”

 

Amor de Perdição foi publicado em 1862, tendo sido escrito em 15 dias, altura em que o seu autor, Camilo Castelo Branco, se encontrava preso na Cadeia de Relação do Porto, por ter raptado Ana Plácido e por ter cometido atos de adultério com esta.

A história passa-se em Viseu, província do centro do país, apresentando Simão Botelho, de 15 anos, e Teresa de Albuquerque, com a mesma idade, que moram em casas vizinhas e acabam por se apaixonar. Dessa paixão, inicia-se uma relação amorosa através das janelas de suas casas.

Este amor vai contra a vontade dos patriarcas Botelho e Albuquerque, pois eram famílias inimigas devido ao facto de terem tido no passado desentendimentos por motivos jurídicos. Na tentativa de acabar com este amor entre os dois, o pai de Teresa planeia um casamento forçado com um primo distante para impedir a paixão com Simão.

Contudo, Teresa recusa e o pai ameaça mandá-la para um convento. Como esperado, Simão é também mandado pelo seu pai de volta a Coimbra, com o propósito de estudar, mas com o mesmo intuito, pôr um fim ao romance do filho com Teresa.

Já com medo que o pai a mandasse para o convento, Teresa mente e diz que terminou o romance com Simão, após este partir para Coimbra. Com a ajuda de Mariana, esta que fará parte do um triângulo amoroso, troca correspondência com Teresa clandestinamente.

No desenlace da história, uma vez que Simão estaria informado através de cartas que trocava com a sua amada, elabora um plano e tenta raptá-la de modo a fugir com ela. Este plano co

rre-lhe mal, mata Baltasar e é preso. A partir daqui a tragédia consuma-s

e.

Esta obra representa, não só a versão portuguesa de “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, pelo facto de 

haver rivalidades entre famílias e de haver a procura de um amor, esse mesmo que vai contra as forças das famílias, mas também é um apelo à liberdade contra as exigências sociais e familiares em pleno século XlX.

 

Jorge Ramos_ TR13